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         Há uma disposição tão própria do ser humano. Esquecemos com rapidez fatos, situações e aprendizados. É possível que no calor da vida estejamos deixando de lado os ensinamentos do Senhor. O alerta do autor do livro dos provérbios é atual: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos…” (Pv. 31.1).

       Tais palavras nos remetem ao rico e permanente processo educativo que nós, como filhos de Deus, estamos inseridos. Contamos com a ação divina que corrige passos, sonda intenções, revela caminhos e aponta a direção que devemos seguir.

        Há uma pedagogia explícita que amadurece o coração e concede discernimento e sabedoria a todos quantos procuram ouvir, entender e submeter-se às diretrizes divinas. Para manter bem perto as palavras de Deus são necessárias três práticas complementares: ler, meditar e praticar.

        A leitura da Bíblia não é um fardo ou uma obrigação. Longe de ser cansativa ou tediosa, as revelações de Deus auxiliam o leitor atento a perceber como Ele se manifestou na história de homens, mulheres e sociedades, concedendo-nos, gratuitamente, valores e princípios que são eternos e capazes de nos aproximar ou distanciar das pessoas, gerando vida ou morte, perdão ou exclusão, diálogo ou guerras.

         Suor, agitação e falta de tempo são características destes dias. Como é possível falar da palavra meditação para as pessoas que estão ao nosso redor? O trânsito, a reunião, as compras, o estacionamento, a universidade…tudo nos espera.

         Refletir é permitir que no silêncio e na tranquilidade da alma a voz de Deus se faça ouvir. Todo aprendizado só está completo se a prática acontecer. Por isso, Jesus convida seus discípulos à ação. O que ouvimos e assimilamos precisa se evidenciar nas relações diárias entre pais e fihos, amigos, colegas de trabalho e irmãos em Cristo.

... que Deus o abençoe...

 


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